AranhaApesar da aparente periculosidade envolvendo tais animais e suas formas pouco amigáveis, muitas pessoas dispensam a criação dos cachorros e gatos para terem como seus bichos de estimação, animais como cobras e aranhas.

Por serem animais silvestres, ou seja, pertencerem às espécies nativas e grande parte terem suas vidas ou parte delas em ambientes naturais, sua comercialização é controlada pelo IBAMA.

Estes animais podem ser criados se possuírem origem legal, ou seja, se forem adquiridos de criadouros comerciais registrados no IBAMA e tal origem puder ser comprovada.

Apesar dos altos níveis de preocupação diretamente ligados ao controle desses animais, há pessoas que os valorizam como bichos de estimação.

Entretanto, a prática de manter em casa animais silvestres cuja criação não esteja regulamentada, é crime ambiental. Podendo se aplicar multa, cujo valor será estipulado individualmente por animal apreendido.

Das cobras não peçonhentas, a Jibóia é a mais criada no Brasil, apesar de também fazer muito sucesso no exterior. Da mesma família da píton e da sucuri, a jibóia é em geral um animal dócil e de fácil manuseio. Podendo chegar a 2 metros na fase adulta, ela é encontrada na Mata Atlântica, mangues, cerrado, caatinga e Floresta Amazônica.

Apesar de parecerem um tanto preguiçosas, as jibóias são caçadoras vorazes. Aproximam-se da presa em silêncio e dão o bote de forma rápida e certeira, iniciando a constrição, que é o ato de apertar a presa através de seus músculos, causando assim a morte por asfixia. É importante ressaltar que, caso a cobra venha a morder e inicie o processo de constrição, jamais deve-se tentar abrir sua boca ou puxar sua cabeça, pois essa ação causará um dano muito maior. O ideal é que se pingue algumas gotas de álcool em sua boca, pois o mesmo queimará sua mucosa, fazendo com que a cobra solte imediatamente o que estava mordendo.

Em se tratando das aranhas, a preferida entre esses exóticos criadores é a caranguejeira. E os motivos mais citados para a escolha: são maiores, vivem mais, são animais diferentes e sua picada não é letal. Clandestinamente vendidas, as tarântulas são encontradas por preços variáveis. A criação é simples: vivem em aquários com terra no fundo, se alimentam uma vez por mês de baratas e grilos vivos e saciam sua sede com um pote de água. Porém, socializar esse animal é uma tarefa difícil, aumentando os riscos de inesperadas picadas.